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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A FAMÍLIA E SEUS SÍMBOLOS



Tão prioritária é a família na vida da pessoa, da sociedade e da Igreja, que nos servimos de símbolos para avaliar e explicar sua centralidade. Vamos aqui nos ocupar com alguns símbolos, provavelmente os mais conhecidos, porém muito significativos e iluminadores, para que a família recupere sua credibilidade e seu primado.


1. Família, nossa “primeira pátria”. É nosso primeiro chão, nossa identidade original, nossa casa. Nela somos gerados, cuidados, educados como cidadãos e dela recebemos as condições para a convivência pública e as virtudes sociais. Sem a família, primeira pátria, não teremos a segunda pátria, a comunidade nacional, o povo, a nação. A família é a primeira sociedade natural. Está no centro da vida social.

2. Família, nosso “segundo útero”. Entendemos por segundo útero, a educação, cultura, valores que recebemos na família. Ela é o útero cultural, educacional, espiritual, religioso, ali nascemos para a convivência humana e recebemos as condições para sermos pessoas centradas, civilizadas, humanizadas, amadurecidas.

3. Família, “patrimônio da humanidade”. Todos os povos têm a família como instituição, organização e patrimônio social. È a mais antiga instituição social com a função procriativa, econômica, educativa e afetiva. Pela alteridade, reciprocidade e complementariedade a família é o primeiro lugar de nossa convivência humana. É a primeira sociedade natural, uma comunidade natural, um patrimônio da humanidade.

4. Família, “tesouro dos povos”. É a maior riqueza da pessoa e da sociedade, porque gera a vida, facilita o relacionamento, é escola de “comunhão com os outros e de doação aos outros”. Nela recebemos as primeiras noções a respeito do amor, do bem, da verdade, dos valores. Nela aprende-se ser pessoa.

5. Família “ninho da vida”. A família está a serviço da vida. A vida é concebida, gerada, nascida, desenvolvida, amada, amadurecida na família. Ninho é símbolo de calor humano, do afeto, do cuidado, significa também abrigo e proteção da vida. Na família se desenvolve a “ecologia humana”.

6. Família “berço de vocações”. Na família as vocações e as profissões têm sua origem, motivação, incentivo. A família que cultiva a espiritualidade, participa da comunidade, respeita as vocações, educa para os valores e ensina as limitações, torna-se berço de vocações e de profissões.

7. Família “sacrário da fé”. O sacramento do matrimônio, a educação e vivência da fé fazem da família o sacrário da fé onde os pais transmitem para as novas gerações o tesouro da fé. É preciso falar de Deus aos filhos, ensinar religião e praticar a oração. Tudo isso colabora para a serenidade, motivação e educação dos filhos. A espiritualidade familiar defende nossos lares dos ataques do mal.

8. Família, “igreja doméstica”. É a primeira comunidade religiosa, onde os pais são sacerdotes pelo batismo, são os primeiro catequistas. A família é uma comunidade de vida, de amor e de fé. Nossas casas são também santuários.

9. Família “santuário do amor”. A Palavra de Deus ensina que “não é bom o homem estar só” (Gn 2,18). O fundamento da família é a união entre um homem e uma mulher, no sacramento do matrimonio, para o bem deles mesmos, dos filhos e da sociedade. Como aliança de amor, comunidade de amor a família é a realização das pessoas no amor em distintas experiências: amor conjugal, amor filial, amor fraternal, amor familiar, amor social.

10. Família “escola de valores”, a função educativa, cultural, ética da família tem singular importância. Ela é o primeiro lugar de humanização, célula vital da sociedade, educadora de valores e de limites, promotora das virtudes. Os pais são mestres. Os filhos aprendem imitando. O bem da pessoa e o bom funcionamento da sociedade estão conexos com o bem-estar conjugal e familiar.

11. Família “célula da sociedade”. É a primeira comunidade, portanto, existe antes da sociedade e do Estado e tem direitos próprios e inalienáveis. A sociedade e o Estado estão para a família, ela é a célula do organismo social. Cabe ao Estado defender e proteger a família com políticas públicas efetivas.

Dom Orlando Brandes

http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3933

Um comentário:

  1. O perigo que ronda nossa infância.

    Todos sabem ou já ouviram falar sobre os malefícios que podem ser causados ao cérebro das crianças no inicio de sua formação. Muitos pais por ignorância transmitem a seus filhos palavras pejorativas sobre seu comportamento, negligenciam sua capacidade dizendo serem eles uns fracos, uns burros, uns preguiçosos, não fazem nada certo, enfim coisas que os humilham profundamente, isso tudo vai para o subconsciente permanecendo incrustado ali para sempre.
    Quando estas crianças forem adultas, toda esta orientação equivocada leva estes seres submetidos a isso se tornarem pessoas sem auto-estima, sem poder de reação diante de problemas, sem iniciativas, com isso se tornam pessoas problemáticas com prejuízos para si mesma e para a sociedade como um todo.
    O que eu quero mostrar com a explicação acima, é que quando nós somos crianças, nosso cérebro estando ainda em formação tudo que entra nele seja verdade ou mentira se instala para sempre no nosso subconsciente.
    Com referência ao ensinamento religioso acontece o seguinte, este ensinamento não é uma coisa lógica e coerente, porque quem nasce em um país de cultura religiosa islâmica, naturalmente por influência de seus pais será adeptos de Maomé. Se nascer em um lar judaico será judeu terá adoração por Moises, se nascer em um lar budista adorará Buda, se nascer em um lar cristão naturalmente adorará Cristo, isso acontece em todas as religiões existentes na terra. Sendo assim religião não é uma coisa matemática e sim problemática por estar desprovida de lógica e coerência, pois nossa religião dependerá somente do lar que viermos ao mundo. Sendo assim ela não é uma ciência exata e sim uma cultura com muitas variações de crenças. Na realidade como existem uma grande variedade, ninguém pode se sentir seguro de estar seguindo o caminho correto, o qual os levará a Deus se por ventura ele realmente existir.

    Paulo Luiz Mendonça.

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"Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!"

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